ouvindo essa musica, bebendo esse vinho, deixando o tempo passar enquanto espero… como se o tempo precisasse da minha “permissão” pra passar…
aqui de onde estou agora vendo esse monte de imagens, de tempos tão distantes e de tempos tão recentes, como se o tempo se importasse em ser classificado de “ontem”, de “hoje” ou de “amanhã” …
aqui onde estou agora, esses objetos todos à minha volta e as histórias que cada um deles conta….como se eles realmente se importassem em registrar tudo o que acontece a volta deles….
aqui, onde estou agora, a chuva não chega, o frio não bate a porta, a fome não assola, a sorte não existe, a morte não me alcança, a tristeza não me abate, e saudade é só uma palavra….
aqui…é como na “canção do amor imprevisto” em que descreve o poeta “A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
aonde viessem pousar os passarinhos”
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