A moça da informação no aeroporto foi tão gentil e paciente.
Melhor de tudo me fez economizar a maior grana, ja que me explicou as vantagens de comprar um passe de tres dias para onibus, metro, trem, pra usar a vontade quantas vezes quiser!
Não saio mais de dentro da linha 100 ou da 200 dos onibus amarelos de dois andares parecidos com os de Londres. Essas duas linhas passam pela maioria dos pontos turisticos da cidade e como posso usar a vontade, nem que seja pra andar apenas um ponto entro no onibus e uso o passe..huahuhuahua
É que tenho andado muito, muito, muito desde que cheguei…..
Meu vôo pra Berlim foi bem tranquilo, com a participação espacial do “aerovelho”. Um tiozão fanfarrão que era um dos comissários e ficou tirando umas com as duas senhoras que estavam sentadas ao meu lado no vôo do Easy Jet. Essa é uma das cias aéreas de baixo custo aqui que operam aqui na europa. Se você quiser um cafezinho, tem que pagar. Uma água? Tem que pagar também. Pra melhorar o faturamento de empresa até “raspadinha” eles vendem a bordo! Raspadinha da Easy Jet, três desenhos iguais e você ganha vinte mil euros, mas pra ganhar tem que pagar!
Berlim estava num dia de sol fantástico, calor pra xuxu e meu primeiro destino foi o portão de Brandemburgo.O “muro” passavo por trás dele e então tinhamos o portão na parte leste ou ocidental da cidade. O muro por sinal sempre foi uma curiosidade minha. Já tinha visto fotos, lido reportagens, mas eu queria saber quão alto era, se era largo, fino, se o concreto era usinado ou não, se usaram mangote pra ele ficar melhor compactado…huauauuahua
Fui então para a east side gallery que é um pedaço do muro que ainda se mantem no local original, com cerca de 1200 metros de extensão e onde após a queda do resto do muro, mais de cem artistas de varias nacionalidades foram convidados a cobrir o muro com as tintas da criatividade de cada um deles. Hoje o muro está pichado, essas pinturas já degeneraram mas o muro tá lá. E é alto! Uns quatro metros mais ou menos eu acho. Pra mim tudo é alto!!!!
animar e enfrentar a fila. Contudo ele tem esse ”brilho” não pelo que ele representa pra história, mas porque a ele foi adicionada uma cúpula de vidro que o tornou impressionante. Pois não é que a cúpula é projeto do mesmo arquiteto de pepinão de Londres! Mundo pequeno esse…hehehe. Como essa área da cidade no passado era no lado leste, ou seja em Berlim Oriental, tudo em vota deste prédio chira a tinta fresca. Os prédios anexos ao parlamento, embaixada do Canada, estação de trem central de Berlim toda em vidro!!! Aliás, como tem vidro nessa cidade…. e a exemplo de Londres e aqui em Viena, onde estou agora, parece que a Europa toda está em reforma ou em expansão. Acho que não tem uma foto minha de paisagem onde não apareça um guindaste no horizonte.Estive também no estádio olímpico que foi mandado construir pelo “H” para sediar a olimpíada de 36. Reza a lenda que nessa olimpiada “H” queria mostrar ao mundo como os alemães eram “os bão”. Quis o destino que um negro americano de nome Jesse Owes levessa pra casa quatro medalhas em provas de atletismo! 
Estive na Torre de Televisão, mais de duzentos metros de altura com vista de 360 graus da cidade, na Torre da Vitória, no Tiergarten que é o maior parque deles….um monte de lugares.
Na terça-feira fui à opera! Ver Turandot. E daí muvuca de novo….rs…é que no final do espetáculo, quando o publico ovacionava os artistas, uma das interpretes sai do palco e volta com três pessoas que, no meu entendimento, deveriam ser da direção da ópera de berlim. Não que o povo vaiou esse pessoal??? Como a vai foi em alemão eu não entendi nada…ainda bem!!!!
Deixei pra falar no final da visita que fiz ao Jewish Museum. Trata-se de um prédio bastante exótico do arquiteto Daniel Libeskind. Não sei se pela forma do prédio, da razão pela qual ele existe, dos desníveis internos dos pavimentos, do aço da estrutura externa….ou se por tudo isso junto…. mas se em Londres meus olhos se encheram d’água pela emoção de ver um quadro…aqui neste lugar, ví quase tudo embaçado pelas lágrimas que insistiam em cair…
Há uma sala, negra, alta, fria, com apenas um facho de luz natural que entra por um corte na parte superior dela. Não tem quadros, detalhes, cores nas paredes, mobilia, barulho, nada…. essa sala chama-se Torre do Holocausto….e quando se olha pra cima, pra esse facho de luz que está inatingível pode-se perceber muito concretamente ou que é estar privado da liberdade….mais que isso… o que é estar privado da esperança. Foi assim que me senti.
Tem mais coisas sobre Berlim…. mas se eu contar tudo agora, eu perco minha audiência!

























